Por Samuele Bachiochi, Ph.D.,
Prof. Teologia
A controvérsia sobre o uso da música rock religiosa na
adoração na igreja é fundamentalmente teológica, porque a música é como um
prisma de vidro através do qual brilham as verdades eternas de Deus. A música
divide esta luz em um espectro de muitas belas verdades. Os hinos cantados e os
instrumentos tocados durante o culto na igreja, expressam o que uma igreja
acredita sobre Deus, Sua natureza e Sua revelação para nossa vida presente e
destino final.
A música define a natureza da experiência da adoração
revelando a forma e o objeto de adoração. Quando a música é orientada no
sentido de agradar ao eu, então a adoração reflete a elevação de nossa cultura
das pessoas acima de Deus. A tendência hedonística de nossa cultura pode ser
vista na popularidade crescente de várias formas de música rock usada para
adoração na igreja, porque elas fornecem uma auto-satisfação fácil.
Muitos cristãos reclamam que os hinos tradicionais da igreja
estão mortos, porque eles não tem mais nenhum apelo para eles. Por outro lado,
música rock religiosa contemporânea lhes dá um "pontapé", - uma
sensação aprazível. Aqueles que clamam por uma música eclesiástica que lhes
ofereça satisfação pessoal, ignoram que estão buscando uma excitação física
egocêntrica, em lugar de uma celebração espiritual das atividades criativas e
redentoras de Deus centralizada nEle.
